CAMP realiza projeto de incentivo ao Jovem Aprendiz

O Círculo de Amigos do Menino Patrulheiro (CAMP), de Cosmópolis, promove o Programa Jovem Aprendiz. As inscrições para participar do Projeto ocorrem sempre no início de agosto. O processo seletivo é composto por 4 etapas, sendo elas: avaliação da ficha cadastral, avaliação da vida escolar (boletim), avaliação de conhecimentos (prova escrita) e avaliação socioeconômica (visita social).
O Jovem Aprendiz é um programa direcionado para jovens com idade entre 14 e 24 anos de idade, com a oportunidade de serem encaminhados ao seu primeiro emprego, após passarem por um curso básico de aprendizagem. Para poder participar do programa, o jovem precisa, além da idade, estar matriculado e frequentando o último ano do ensino fundamental ou o ensino médio e ser morador de Cosmópolis.
De acordo com Joel Otaviano, coordenador de projetos do CAMP, o programa Jovem Aprendiz traz vantagens a todos os envolvidos: ao jovem, a oportunidade de se capacitar para o mercado de trabalho; para a família, um acompanhamento do jovem e um aporte financeiro que, muitas das vezes, custeia as despesas da casa; para a empresa, uma redução dos encargos recolhidos e a certeza que, ao final do projeto, se bem treinado, terá um profissional capacitado para continuar na empresa; e para a sociedade, a certeza de que será um “jovem a menos desocupado na rua”.

Sobre o Programa
Jovem Aprendiz
Segundo a legislação do Jovem Aprendiz, Lei 10097/2000 e regulamentada pelo Decreto Lei 5598/2005, toda empresa de médio e grande porte está obrigada a contratar de 5% à 15% do total de seus funcionários em aprendizes, porém, Joel conta que encontra grande dificuldade na colocação dos jovens nas empresas de Cosmópolis. De cerca de 200 empresas ou mais, na cidade que estão obrigadas a contratar jovens, pouquíssimas cumprem este papel e, em média, apenas 80 jovens são atendidos anualmente em uma lista de aproximadamente 300 inscritos.
“O não cumprimento desta legislação leva a empresa a ser autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, chegando a ser multada e até mesmo sanções mais severas em relação ao seu funcionamento”, completa Joel, dizendo que em nossa cidade temos uma dificuldade enorme na colocação de jovens, pois, empresas do nosso município preferem “correr” o risco de uma notificação ou até mesmo penalização a contratar aprendizes em conformidade com a lei.
Tamiris Tetzner, assistente social da Instituição, relata que “o programa, além de ter um caráter educativo, preparatório para o mercado de trabalho, tem, e muito, uma função social. Nas visitas às residências destes jovens, encontramos famílias totalmente dependentes financeiramente deles. Pais e até famílias desempregadas sendo ajudados por estes jovens.
Muitas vezes, o CAMP é confundido com uma ‘agência de empregos’, empresa fornecedora de mão de obra. Na verdade, nosso trabalho é muito diferente, acompanhamos estes jovens desde o primeiro dia que aqui chegam e até mesmo após terem concluído seu aprendizado. Temos uma equipe muito bem estruturada com Pedagogo, Assistente Social, Psicólogo, Educadores e Coordenadores, acompanhando e fornecendo suporte aos jovens e familiares, tanto no CAMP , na Empresa, na Escola e em casa, sempre no intuito do melhor para todos”.
Como participar
Todo ano, é feito novo processo seletivo, sempre no início de agosto. São aceitas inscrições para jovens dentro de uma determinada faixa etária. É feita uma ampla divulgação nas escolas e na mídia local, além de o edital ficar afixado nas escolas e no CAMP por maior tempo.
Para o jovem participar do processo seletivo, é necessário que ele tenha a idade e escolaridade compatíveis para o ano da inscrição e ser morador de Cosmópolis.
O CAMP é a única Entidade Sem Fins Lucrativos de Cosmópolis, com cursos cadastrados, autorizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego a fornecer jovem aprendiz.
O CAMP está localizado na Rua Santa Gertrudes, n° 1734 – Bela Vista, Cosmópolis e atende de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00.

Aprendizes recebendo instuções em aula

Tamiris Tetzner, assistente social, e Joel Otaviano, coordenador de projetos do CAMP