Quinta-feira, 2 de julho de 2026

Greve na Replan termina após 16 dias com acordo entre trabalhadores e empresas

Após 16 dias de paralisação, trabalhadores aprovam acordo com reajuste salarial de 7%, aumento no vale-alimentação e encerram movimento na Refinaria de Paulínia

Após 16 dias de paralisação, chegou ao fim a greve dos trabalhadores terceirizados que atuam na Refinaria de Paulínia (Replan). A categoria aprovou, em assembleia, a proposta apresentada durante as negociações, encerrando um dos movimentos grevistas mais intensos registrados nos últimos anos no complexo industrial.

Entre os principais pontos do acordo estão o reajuste salarial de 7%, retroativo a 1º de maio, reajuste de 10% no vale-alimentação e no café da manhã, ambos também retroativos, aumento de 7,14% na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajuste de 6,5% na cesta natalina e o abono de 50% dos dias parados, com compensação da outra metade.

Durante o período de paralisação, as negociações foram marcadas por impasses entre trabalhadores e empresas. O movimento também ganhou repercussão após denúncias feitas pelo sindicato sobre episódios de violência ocorridos na última sexta-feira (26). Segundo a entidade, trabalhadores teriam sido agredidos, veículos foram danificados e houve relatos de ameaças envolvendo homens encapuzados e armados. As acusações ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Ao anunciar o encerramento da greve, a direção sindical classificou o acordo como uma conquista da mobilização da categoria e destacou que os reajustes representam avanços nas reivindicações apresentadas durante o dissídio coletivo de 2026.

Com a aprovação da proposta, os trabalhadores retomam as atividades na Replan, encerrando oficialmente o movimento grevista iniciado em meados de junho.