Má alimentação e sedentarismo são as principais causas de doenças cardíacas

A nutricionista Angelica de Almeida demonstra os alimentos que podem ser mais prejudiciais à saúde de pacientes com fatores de risco a doenças cardíacas

 

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as Doenças Cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no mundo. No ano passado, 17 milhões de pessoas foram vítimas de problemas coronarianos, como ataques cardíacos e derrames. Já no Brasil, 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos; em 30% dos casos o ataque cardíaco é fatal.

De acordo com especialistas, 80% das ocorrências poderiam ser evitadas com medidas simples de hábitos saudáveis, como evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, cigarros e sedentarismo. A prática de atividades físicas e uma dieta balanceada com baixas concentrações de sódio e açúcares ajudam a evitar doenças.

Hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, colesterol alto e sedentarismo são fatores de risco para o aparecimento de doenças. O principal vilão é a hipertensão, que, quando não controlada, provoca lesões na aorta, ao sobrecarregar o coração.

Pensando nisso, é que a nutricionista Angelica de Almeida salienta da importância em evitar alimentos que favorecem os fatores de risco, “Uma alimentação que beneficie o coração é aquela que irá tratar desses fatores de risco. ”

 

Colesterol e Fitoesteróis

A nutricionista explica que muitos alimentos de origem animal, como por exemplo vísceras, frutos do mar, gema de ovo, pele de aves, embutidos, frios e carnes gordurosas contém altos indicies de colesterol, sendo assim, o consumo regular desses deve ser evitado.

Uma dieta balanceada com quantidades adequadas de vegetais fornece 200 a 400mg de fitosteróis, mas a ingestão de 3 a 4g/dia que irá promover a redução do colesterol. Ela orienta sobre o cuidado com a alta ingestão de margarinas enriquecidas com fitosteróis, o melhor seria que se consuma em cápsulas contendo a quantidade recomendada.

“Os estudos mostram que a ingestão regular de fitosterol reduz os níveis sanguíneos de LDL, o colesterol ruim. “, completa a nutricionista.

 

Gorduras Insaturadas e Fibras

Dessa maneira, a especialista indica que existem alimentos que diminuem o colesterol, como o aumento do consumo de gorduras monoinsaturados encontrados no azeite, óleo de girassol, nozes, avelã, amêndoa e abacate e gorduras poli-insaturadas como o ômega-3 encontrados em peixes como sardinha, atum, bacalhau, cação e salmão e azeite de oliva, o óleo de linhaça e a própria semente de linhaça.

Não podemos esquecer das fibras elas auxiliam no controle de peso e reduz os níveis de colesterol, triglicerídeos e glicose. A nutricionista Angelica recomenda o consumo para um adulto saudável de 25 a 30g e encontramos em legumes, aveia, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha) e frutas, particularmente as cítricas e maçã.

Além disso, o consumo de água e atividade física é primordial para a saúde, pois atua na hipertensão arterial.

 

Gordura Saturada

A gordura saturada pode ser encontrada, especialmente, nos alimentos de origem animal, como carnes gordurosas, manteiga e laticínios, mas também está presente no óleo e derivados de coco e óleo de dendê, assim como em diversos produtos ultraprocessados como sorvetes, biscoitos, bolos, salgadinhos de pacote, pipocas de micro-ondas, chocolates, maioneses. A nutricionista explica que muitas vezes a gordura saturada pode causar maiores males a saúde do que próprio colesterol.

 

Erros comuns

Angelica conta que a maioria das pessoas toma refrigerante, e come carnes gordas e frituras todos os dias. Além de consumirem grandes quantidades de fast food, que são os alimentos mais ricos em gorduras saturadas e sódio.

 

Sódio

Outro elemento que deve ser evitado para manter uma pressão arterial saudável é o sódio.

Angelica de Almeida CRN 47203 Clínica Urbane SPA Dr. Campos Sales, 532, Centro (19) 98402 4490

Geralmente recomenda-se a redução do sal para as pessoas com hipertensão porque ele é a principal fonte de sódio. Para se ter uma ideia do quanto de sal tem em um alimento, é só multiplicar o valor do sódio no rótulo por 2,5. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal, por exemplo. No entanto, o sal não é a única forma de encontrarmos o mineral.

 

Com isso, é importante que antes de consumir, se atende a tabela nutricional de todos os alimentos e no caso do sal, que se substitua por sais que contém menores indicies de sódio, como por exemplo o sal do Himalaia. No entanto, a nutricionista lembra que mesmo com sais que tem menor quantidade de sódio, deve se atentar a quantidade consumida. “Muitas pessoas trocam o sal, mas duplicam a quantidade usada, isso não é recomendado, então a pessoa deve ficar atenta a quantidade usada mesmo com o sal mais ‘saudáveis’” finaliza.