O cafézinho de cada dia é vilão ou mocinho?

Pesquisa indicou que o café é um agente redutor do risco de alguns tipos de câncer devido a substâncias antioxidantes, anticarcinogênicas e antiteratogênicas

O café é um dos alimentos mais amplamente estudados na dieta, não só por ser uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo, como também pelas suas propriedades nutricionais e funcionais, contendo várias substâncias, sendo a cafeína um dos mais estudados e conhecidos.
A cafeína é um psicoestimulante mais consumido a nível mundial, sendo 75% do seu consumo feitos sob a forma de café, constituindo, assim, principal fonte de cafeína na alimentação humana. Além do café, a cafeína é encontrada em chás, na erva mate, no guaraná, no chocolate, em refrigerantes, em medicamentos e suplementos.
Mas e agora, o café é vilão ou mocinho? Então, vamos agora conversar um pouco, pois na nutrição tudo irá depender do indivíduo.


A preocupação com o uso da cafeína teve início na década de 70, quando alguns estudos mostraram que este composto poderia ser responsável pela diminuição do peso ao nascer, indicando, assim, que gestantes devessem interromper a ingestão de bebidas que continham cafeína em sua composição. Levando em consideração que os dados advindos da literatura são conflitantes e que a maior parte dos estudos analisados não apontam para efeitos maléficos, considera-se segura a ingestão de cafeína em quantidades menores que 4,6 mg/kg para indivíduos vistos como saudáveis. Entretanto, quando se trata de gestantes, as dosagens acima de 150 mg por dia de cafeína podem ser prejudiciais. Ou seja, mais de três xícaras de café por dia.
Atualmente, o consumo de café tem sido incentivado por especialistas da área de saúde, assim desmistificando antigos tabus que relacionavam o café e a cafeína com alterações maléficas para o organismo. A pesquisa indicou que o café é um agente redutor do risco de alguns tipos de câncer devido a substâncias antioxidantes, anticarcinogênicas e antiteratogênicas. O consumo em quantidades moderadas, de em média até quatro xícaras por dia, torna o cérebro mais atento e capaz de suas atividades intelectuais, diminui a incidência de apatia e depressão e estimula a memória, atenção e concentração e, portanto, melhora a atividade intelectual.

Angelica de Almeida
Nutricionista
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Contudo, um outro aspecto apontado como negativo é a relação entre café e insônia. De fato, este é um dos efeitos do café quando consumido em doses elevadas. Neste sentido, a recomendação é que o consumo à noite deverá ser em pequenas doses ou, em casos de alta sensibilidade à cafeína, poderá ser suspenso neste horário. Essa orientação também ocorre aos problemas de hipertensão arterial, problemas cardíacos, gastrite e azia decorrentes a alta ingestão de café. Sendo assim a redução do consumo ou exclusão do café podem minimizar este efeito.
Outros estudos recentes apontam a cafeína como substância potencializante para o emagrecimento, pois ela ativa o lipólise. A lipólise ocorre quando nosso organismo usa a gordura que está em excesso no nosso corpo e transforma ela em glicose para ser usada como energia para nossas atividades, sendo levadas em consideração, a atividade física, patologias, sensibilidade à cafeína e peso corporal, idade para a prescrição correta.
Em janeiro de 2018, a ANVISA publicou os limites máximos em relação ao consumo habitual de cafeína. Foi concluído que a ingestão diária de até 400 mg (aproximadamente 5,7 mg/kg) consumidos ao longo do dia, provenientes de todas as fontes alimentares, não causaria preocupação com a segurança para adultos saudáveis, exceto mulheres grávidas. Além disso, uma recomendação diária de 400 mg exclusiva para atletas foi permitida, com a ressalva que a dose única não pode ultrapassar 200 mg. A informação disponível sobre a segurança de uso da cafeína em suplementos alimentares é insuficiente para obter um nível seguro de consumo por crianças, gestantes e lactantes.
Nessa situação, com os dados literários conflitantes que se dão pelo fato do café conter substâncias com efeitos antagônicos em potencial, estabelece-se que o uso moderado do café não é considerado prejudicial à população vista como saudável, entretanto, existem alguns subgrupos dessa população, como gestantes, crianças, indivíduos com patologias hepáticas, indivíduos com hipertensão arterial, arritmias cardíacas ou predisposição a esses dois últimos fatores, precisam ficar atentos e evitar o consumo do café e de fontes de cafeína, ou ter um maior controle dessa ingestão.
Qualquer dúvida, busque sempre orientação de um profissional da saúde de sua confiança para te ajudar