Sexta-feira, 17 de julho de 2026

SUS anuncia apoio para quem enfrenta vício em apostas

Serviço começará em fevereiro de 2026 e ainda não está disponível na rede pública

O Sistema Único de Saúde implantará um serviço nacional de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de pessoas com compulsão por apostas eletrônicas. A confirmação foi feita em nota oficial divulgada na quarta-feira (03) após acordo firmado entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda. O serviço começará em fevereiro de 2026, portanto ainda não está disponível para o público.

A medida integra um conjunto de ações criado para responder ao aumento de problemas associados às plataformas de apostas, que já provocam impacto crescente na rede pública. O Ministério da Saúde registrou 2.262 atendimentos relacionados ao tema em 2023, 3.490 em 2024 e 1.951 entre janeiro e junho de 2025.

O teleatendimento será operado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, responsável pela infraestrutura de telessaúde. A capacidade inicial será de 450 atendimentos por mês, com possibilidade de expansão conforme a demanda dos estados. O serviço será integrado ao Meu SUS Digital, que reunirá orientações, protocolos e encaminhamentos para unidades especializadas.

O pacote federal inclui a criação da plataforma nacional de autoexclusão, que entrará em funcionamento no dia 10 de dezembro. O sistema permitirá que usuários solicitem bloqueio de CPF em sites de apostas, impedindo novos cadastros e reduzindo estímulos que podem intensificar quadros de dependência.

O governo instituiu o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas, criado para monitorar a evolução do problema, integrar dados nacionais e orientar políticas públicas. O órgão reunirá informações das áreas de Saúde, Fazenda e Justiça, permitindo análises contínuas sobre incidência e perfis atendidos.

Especialistas afirmam que o teleatendimento poderá reduzir barreiras de acesso, agilizar respostas emergenciais e oferecer suporte inicial enquanto a rede local organiza fluxos de atendimento. Há expectativa de ampliação progressiva da capacidade após o início das operações.

O Ministério da Saúde informou que o programa será monitorado continuamente e ajustado conforme a necessidade apresentada pelos municípios e estados que integram o sistema público. Até que o serviço entre em funcionamento, casos relacionados a apostas seguem atendidos pela estrutura regular dos serviços de saúde mental do SUS.