Anvisa proíbe três suplementos irregulares, determina recolhimento nacional e alerta para riscos à saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão responsável pelo controle sanitário de produtos e serviços no Brasil, determinou nesta terça-feira (02) a suspensão imediata da fabricação, venda, distribuição, importação e uso de três suplementos alimentares identificados em situação irregular no país. A medida atinge os produtos Prosatril, Erenobis e Óliver Turbo, todos comercializados principalmente em plataformas digitais.
Segundo a Anvisa, os suplementos Prosatril e Erenobis eram de responsabilidade da empresa Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda, com registros empresariais em Governador Valadares, Minas Gerais, e em São José, Santa Catarina. O suplemento Óliver Turbo pertence ao Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda, empresa registrada em Uberlândia, Minas Gerais, com filiais em Araguari, Minas Gerais, e em Goiânia, Goiás.
A Anvisa identificou que nenhum dos três produtos possuía registro, notificação ou cadastro sanitário obrigatório, condição necessária para avaliação de composição, segurança e rotulagem. As empresas envolvidas não tinham autorização para produzir alimentos ou suplementos, o que invalida qualquer garantia de controle sobre os lotes ofertados. No caso do Erenobis, a fiscalização constatou a presença de Ora-pro-nóbis, ingrediente vetado para uso em suplementos devido à falta de estudos conclusivos sobre segurança metabólica e estabilidade dos compostos.
A Anvisa alerta que produtos comercializados sem autorização sanitária podem conter substâncias proibidas, ingredientes em proporções inadequadas ou compostos não declarados no rótulo. Entre os riscos associados estão reações alérgicas, irritações gastrointestinais, alterações cardiovasculares, danos hepáticos e interações perigosas com medicamentos de uso contínuo. A ausência de controle técnico impede prever o impacto dessas substâncias no organismo e amplia a possibilidade de eventos adversos.
Com a determinação atual, as empresas devem suspender imediatamente qualquer atividade relacionada aos produtos e iniciar o recolhimento dos lotes em circulação. Estabelecimentos comerciais e plataformas digitais precisam retirar anúncios, interromper vendas e comunicar consumidores sobre a proibição. A orientação da Anvisa é interromper o uso de qualquer um dos suplementos proibidos e buscar atendimento profissional em caso de sintomas após o consumo.
A Anvisa informou que continuará intensificando a fiscalização, com foco especial no comércio eletrônico, área que concentra grande volume de suplementos irregulares. Consumidores podem consultar no portal oficial do órgão a situação de regularização de qualquer produto antes da compra, medida considerada fundamental para garantir segurança e confiabilidade.








