No Dia Mundial da Saúde Sexual, especialistas destacam conquistas recentes, mas alertam para barreiras sociais e culturais que ainda limitam direitos e cuidados
O Dia Mundial da Saúde Sexual, celebrado em 4 de setembro, reforça a importância de ampliar debates e garantir direitos. No Brasil, a data ganha força ao evidenciar avanços, como o aumento da inserção de DIU — 44% entre 2022 e 2023 — e a recente incorporação do implante subdérmico pelo SUS. Porém, persistem desafios: em 2023, os casos de HIV cresceram 4,5%, e a sífilis gestacional segue em alta, com mais de 324 mil notificações desde 2019. Entre adolescentes, a gravidez precoce ainda atinge, sobretudo, jovens negras e de baixa renda.
Para Gabrielle Ferreira, enfermeira da UBS Jardim Guarujá (CEJAM/SMS-SP), falar de saúde sexual “é falar de qualidade de vida, direitos e respeito à diversidade”. Experiências como a Linha de Cuidado da Mulher no SUS buscam integrar atenção primária e rede hospitalar, fortalecendo diagnósticos precoces e o planejamento reprodutivo. Informação e autonomia seguem como pilares para transformar realidades.








