No último domingo (25), durante o Mês da Visibilidade Trans, as ruas de Brasília transbordaram luta e amor com a 3ª edição da Marsha Trans Brasil, reunindo milhares de pessoas em atos públicos e debates em frente ao Congresso Nacional. O lema da Marsha Trans deste ano foi “Brasil soberano é país sem transfobia”, de forma a reafirmar a batalha cotidiana por direitos e dignidade para travestis e pessoas trans no país.
O Dia Nacional da Visibilidade Trans é celebrado oficialmente em 29 de janeiro e marca décadas de organização e resistência desde 2004. É sempre um momento de reflexão sobre o que a visibilidade representa, de fato, e sobre os avanços conquistados por meio dela. No entanto, no dia a dia, o reconhecimento social e institucional da população trans e travesti ainda falha no básico: o uso do nome social em serviços públicos, atendimentos e documentos, por exemplo. Negá-lo é negar identidade e dignidade. Esse ato produz e mantém a exclusão de toda uma parcela da população brasileira, especialmente nas cidades de médio e pequeno porte.
Garantir o uso do nome social está longe de ser mera formalidade. Pelo contrário, trata-se de assegurar que existências e trajetórias sejam respeitadas. Afinal, sem documentos, até onde é possível ir?
Em 2026, infelizmente, ainda é preciso reafirmar que visibilidade sem direitos concretos é apenas exposição e que é fundamental transformar o reconhecimento simbólico em políticas públicas efetivas, capazes de garantir pertencimento, emprego, saúde e segurança para todas as pessoas trans.
Juh Brilliant (@juh_brilliant )








