Sexta-feira, 17 de julho de 2026

Morte de aves na Lagoa da Cosmo mobiliza Prefeitura, CETESB e Vigilância em Cosmópolis

Casos de influenza aviária e febre do Nilo foram descartados; investigação aponta possível surto entre as aves e intoxicação alimentar é analisada

A Prefeitura de Cosmópolis divulgou uma nota oficial após a morte de patos, gansos e uma garça registrada na Lagoa da Cosmo. Segundo o município, equipes da Vigilância em Zoonoses, médicos veterinários especializados e a CETESB acompanham o caso para identificar as causas das mortes.

De acordo com a médica veterinária responsável técnica, Dâmares Pereira de Almeida, os animais chegaram à Zoonoses já debilitados e receberam atendimento emergencial com monitoramento clínico, oxigênio, medicações analgésicas e anti-inflamatórias. Entre os sintomas apresentados estavam dificuldade de locomoção, falta de coordenação motora e secreção nasofaríngea.

Até o momento, foram registrados oficialmente três gansos e uma garça. Dois gansos e a garça morreram. Um dos animais segue internado em uma clínica veterinária parceira em Americana.

A veterinária informou que a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo foi acionada e descartou doenças transmissíveis aos humanos, como influenza aviária e febre do Nilo. A principal suspeita atual é de um processo patológico entre as aves, com possibilidade de encefalite na população.

A CETESB também coletou amostras da água da lagoa para análise. Segundo Dâmares, até agora não há indícios de que as mortes estejam relacionadas à água do local.

Outra linha investigada é a possibilidade de intoxicação alimentar ou botulismo, causada pela alimentação inadequada oferecida às aves por frequentadores da lagoa. “Havia milho e restos de comida estragada no local”, explicou.

A orientação da Vigilância em Zoonoses é para que a população evite contato com aves doentes e não ofereça restos de alimentos aos animais. Em caso de aves debilitadas, os moradores devem acionar a Zoonoses pelo telefone 3812-3160.