CIATox aponta que fomepizol e etanol puro não estão disponíveis no SUS e cobra revisão da política nacional de antídotos
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Unicamp alertou, nesta terça-feira (30), que o Brasil não possui estoque suficiente de antídotos para tratar intoxicações por metanol. Em coletiva, o órgão informou que tanto o fomepizol quanto o etanol puro estão em falta.
Essas substâncias são fundamentais porque impedem a transformação do metanol em ácido fórmico, responsável por complicações graves nos pacientes. O fomepizol, considerado mais eficaz, não integra a política nacional de antídotos, criada em 2023, e não foi incorporado ao SUS. Com sua ausência, a alternativa é o etanol, que também precisa de disponibilidade hospitalar.
Em São Paulo, até a noite de segunda-feira (29), foram confirmados seis casos e outros dez seguem em investigação, incluindo jovens que consumiram bebidas adulteradas. O governo estadual confirmou três mortes ligadas ao consumo de metanol.
Segundo o CIATox, há risco de aumento no número de casos, e a Unicamp defende que os antídotos estejam permanentemente disponíveis no SUS para garantir resposta rápida e segura em emergências.








