Sábado, 18 de julho de 2026

Anvisa esclarece que paracetamol na gravidez não causa autismo

A declaração de Donald Trump sobre uma suposta ligação entre o uso do analgésico e o Transtorno do Espectro Autista gerou repercussão internacional. Autoridades de saúde reforçam segurança do medicamento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou, na quarta-feira (24), que não há evidências de que o uso de paracetamol durante a gravidez esteja relacionado ao autismo. A declaração foi motivada por comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou uma possível ligação entre o analgésico e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A repercussão gerou preocupação entre mães de crianças com autismo, muitas delas relatando, em redes sociais e grupos de maternidade, sentimento de culpa. Rayanne Rodrigues, estudante de Farmácia e mãe de uma criança com autismo nível dois, alertou para os riscos da desinformação: “Vários fatores podem ocasionar o autismo. Não temos culpa”, afirmou. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também reforçou que não há comprovação científica de risco.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Anvisa e agências internacionais classificam o paracetamol como seguro durante a gestação, enquanto a FDA nos EUA, iniciou a revisão da bula do medicamento.

Adaptado: Agência Brasil